Só a pressão popular muda a mentalidade das elites

Tarifa do ônibus intermunicipal Guarulhos-São Paulo

Tarifa do ônibus intermunicipal Guarulhos-São Paulo

Não poderíamos ficar de fora de expor nossas opiniões sobre os movimentos que estão acontecendo em todo Brasil. Não é pelos R$0,20 em São Paulo. A somatória da o resultado da indignação do povo oprimido contra seus opressores. É pela falta de médicos nos hospitais, culpa de uma “máfia branca” que impedi que novos médicos sejam formados. É pela falta de mais investimentos em educação, principalmente nas periferias onde o jovem fica exposto a violência diária. O sistema de transporte no Brasil é caro e ruim. Herança de um projeto que beneficia as grandes montadoras.

Já era hora da revolta popular. Só assim para que as coisas comecem a mudar de fato. As elites do Brasil, por muito tempo estiveram no poder e construíram o sistema de transporte visando o benefício das grandes montadoras multinacionais. Estradas, rodovias, viadutos etc. Outros sistemas de transporte mais eficazes foram colocados de lado. Nas mãos de empresários, o transporte fica sucateado. O lema é reduzir os custos, aumentar os preços e, assim, ter o máximo de lucro. E a população que passa horas todos os dias no transporte para chegar em seu trabalho? “Ah! Eles não irão reclamar”, diz o empresário bonachão com um sorriso no rosto. Mas eles reclamaram. E tem que reclamar mais ainda. Veja como exemplo o transporte que liga Guarulhos a São Paulo. Da região dos Pimentas até a estação Armênia do metrô são R$5,15. Um transporte ruim, super lotado e muito caro!

E a ação da polícia nisso tudo? A polícia está a serviço do Governo do Estado. E este está a serviço dos grandes empresário e elite em geral. Para eles, povo paralisando as avenidas merece bala de borracha. Mas é interessante como as coisas mudam após a repercussão que as ações violentas tiveram. E cada vez mais pessoas foram as ruas. Quanto mais a repressão do Estado aumentar, mais cresce o movimento por mudança. É o fim do “apanhar calado”. Quer violência maior do que a sofrida pelo trabalhador? Acordar cedo todos os dias. Pegar um transporte ruim, lotado e demorar horas para chegar ao trabalho. Ser explorado por um patrão que o paga mal. Cobra horas extras em momentos que ele poderia estar com sua família, seu lazer. Enfrenta filas nos hospitais porque não tem médicos os suficiente para atendê-lo. Vê seus filhos em escolas ruins, com professores mal pagos. Quer violência maior que essa? Causada por um sistema que beneficia aquele que é rico e sufoca o pobre?

“Então a palavra de ordem é protestar. Só a pressão popular muda a mentalidade das elites.” – Prof. Rômulo




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