Reclama da corrupção, mas não pesquisa para escolher seu candidato?

Cartão vermelhão aos corruptos

Vamos imaginar uma sociedade ideal onde o eleitor acompanha as propostas dos candidatos com a mesma apreensão que acompanha os capítulos finais da novela. Um lugar onde as propostas políticas e a atuação dos eleitos sejam discutidas com a mesma entonação nas mesas de bar como o desempenho do seu time de futebol. Uma sociedade formada por pessoas que lembram em quem votaram na última eleição. Que acompanha o trabalho de quem ajudou eleger e agora tem critério para decidir se vale a pena votar novamente ou se o melhor é escolher alguém melhor.

Nossa sociedade não é ideal. Se o time vai mal, xingamos até o técnico ser despedido. E o técnico nos teme. Trabalha duro para tornar o time um campeão. Mas não temos torcidas organizadas para expulsar aqueles políticos que não estão trabalhando bem. O que impacta mais nossas vidas, o final trágico das novelas onde a mocinha fica com o mocinho e o vilão sempre se dá mal? Ou o político corrupto que sucateia a educação e a saúde? Reclamamos da corrupção, mas desligamos a televisão no horário eleitoral. Falamos que todos os políticos são iguais porque é mais cômodo. Não queremos ter o trabalho de compará-los. E assim, alguns poucos que estão na luta por uma sociedade mais justa e humana são colocados no mesmo balaio do senso comum.

Temos uma arma para melhorar nossa cidade, nosso voto. Mas ele só tem poder se soubermos usá-lo. O voto consciente é capaz de melhorar nossa sociedade. O eleitor consciente é temido pelo político corrupto. 




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