Prof. Rômulo quer lei do software livre posta em prática

Na última terça-feira, dia 17, o Prof. Romulo protocolou na Câmara Municipal um requerimento cobrando do Poder Executivo o cumprimento da lei 6567 de outubro de 2009 de sua autoria, que dispõe  sobre o uso de softwares livres em órgãos públicos do município.

O software livre, além de representar economia para a cidade, proporciona ao usuário a possibilidade de modificar o programa de acordo com as suas necessidades e democratiza o acesso da população à tecnologia.

Ao contrários dos chamados “softwares proprietários” que são aqueles desenvolvidos pelas grandes empresas de informática, o software livre é gratuito e não exige pagamento de licença para o seu uso, o que por si só representa uma grande economia para os cofres públicos.  Além disso, o software possui código aberto, o que quer dizer que o próprio usuário pode, muitas vezes, adaptá-lo e atualizá-lo, passando assim a ser um colaborador no desenvolvimento do programa em vez de um simples e mero consumidor.

Outra vantagem do uso de softwares livres é que eles são menos suscetíveis a ataques à rede e a contaminação por vírus, o que representa uma economia também com  licenças de programas antivírus.  Sem contar que muitos desses programas de código aberto são muito parecidos e tem uma funcionalidade similar a dos programas proprietários, o que representa um investimento menor no treinamento e uma maior adaptação dos funcionários a esses programas.

A propósito, um documento público arquivado em formato aberto poderia ser visualizado por qualquer pessoa, independente do software que usa. Não a toa, muitos outros municípios brasileiros já se utilizam desse tipo de software e Guarulhos não pode ficar à margem desse avanço tecnológico. Contamos com a boa vontade do Prefeito Almeida para ver a Prefeitura dar exemplo e passar a usar o software livre em suas secretarias e coordenadorias.




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7 respostas to “Prof. Rômulo quer lei do software livre posta em prática”

  1. Muito boa a iniciativa. É importante ressaltar que, para aprovação de uma lei dessa natureza é necessário um treinamento pesados dos servidores público, já que estão há anos usando software proprietário.
    Acredito que se fosse colocado no texto quanto efetivamente a prefeitura de Guarulhos gasta por ano, por exemplo, com licenças do MS Office, quando existe uma alternativa muito melhor o BrOffice, ficaria mais claro em números o quanto do dinheiro público está sendo jogado na lata do lixo.

  2. […] publicamos aqui, cobramos da Prefeitura de Guarulhos o cumprimento da lei 6567 de outubro de 2009, de nossa […]

  3. Marcus disse:

    Professor, o Senhor deveria se preocupar com a “comida e não com a panela”. Sua preocupação deveria ser com a qualidade e disponibilidade de informações confiáveis e disponíves aos diversos órgãos da Administração Municipal e ao cidadão Se a paltaforma é livre ou proprietária, isso pouco interessa ao objeitov final da utilização da Tecnologia da Inofrmação. Mas como isso não dá voto,vamos à plataforma dos “vermelhinhos raivosos”, que é ser contra a inteligencia, empreeendedorismo e lucro !!!

  4. Marcus disse:

    Em tempo…. duvido que vá deixar publicar meu comentário !

  5. Marcus, quando a panela custa 22 milhões de reais por ano aos cofres públicos, a gente deve sim se preocupar com ela. Pois este era o valor gasto pelo Município de Guarulhos com licenças de softwares proprietários (a grande maioria Windows) antes de a nossa Lei entrar em vigor.

    Hoje, a Prefeitura de Guarulhos ainda utiliza bastante software proprietário, mas a quantidade vem diminuindo, o que significa redução do gasto público http://romulopt.wordpress.com/2011/06/22/prefeitura-presta-contas-a-prof-romulo-sobre-uso-de-software-livre/

    Não deu para entender quando você falou “isso não dá voto”. Realmente, concordo, essa discussão que estamos aqui fazendo realmente não dá voto. Para a grande maioria da população, que infelizmente ainda tem baixo conhecimento na área de informática, tanto faz se a plataforma é livre ou proprietária. Mas o vereador tem sim a responsabilidade de discutir esse assunto, pois é obrigação do legislativo fiscalizar os gastos da Prefeitura.

    No mais, quando você fala em ser contra a inteligência, você também está muito equivocado, pois ser “anti-inteligente” é utilizar cegamente um determinado sistema, sem poder adaptá-lo, modificá-lo, sempre estando na dependência da “inteligência importada” do Bill Gates.

    Pra finalizar, frisamos que o Software Livre, no geral, é muito mais seguro, motivo pelo qual já é utilizado em larga escala por diversos governos e empresas, inclusive no sistema financeiro, onde a segurança da informação é algo primordial. E aqui, mais uma vez, tem-se uma significativa economia, já que o Software Livre dispensa gastos com licenças de anti-vírus.

  6. […]  sobre o uso de softwares livres em órgãos públicos do município. Cobramos do Executivo o cumprimento da lei e obtivemos pronta resposta. Contudo o vereador notou uma contradição nos concursos públicos […]

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