Pinheirinho e Cracolândia: a criminalização das mazelas sociais

O Vereador Professor Rômulo abriu a 1° sessão legislativa de 2012, dia 02 de Fevereiro, com muitas críticas aos tucanos. Em especial, as críticas foram direcionadas às ações na Cracolândia e no Pinheirinho.

Sobre a intervenção na Cracolândia, o vereador não negou a necessidade que havia de o Estado intervir. Estava claro que o problema mais grave no local era a questão da dependência e a grande quantidade de dependentes químicos ali presentes. Também é claro que a dependência é uma questão de saúde pública, e que esta é uma doença que afeta não somente o dependente, mas a família e a sociedade. Todavia, o governo do Estado de São Paulo tratou da questão como caso de polícia, simplesmente expulsando os usuários do local (e não resolvendo o problema da dependência).

No caso do Pinheirinho, em São José dos Campos, não foi diferente: tratava-se da ocupação de uma área que não era utilizada e que, para realizar sua desocupação, igualmente demonstrou o despreparo da polícia paulista que atacou a população, dentre elas mulheres e crianças.   Cabe aqui acrescentar que a área é de propriedade de um empresário do setor financeiro que possui proximidades com os tucanos, além do juiz que proferiu a sentença, que é irmão de um deputado tucano, ou seja, difícil ter imparcialidade nesse caso. Com isso, o governo do Estado de São Paulo, mais uma vez, se utilizou do método de CRIMINALIZAR a população marginalizada em vez de propor e realizar as ações sociais das quais esta população necessita.

Com estas críticas, o Vereador Professor Rômulo abriu a primeira sessão legislativa de 2012.




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